Sobre Juliano
Juliano Lopes nasceu em 1977, em Santa Maria, recebeu seu diploma de bacharel em Artes Visuais pela Universidade Federal local. Atualmente vive e trabalha em Ivoti, cidade localizada entre a região metropolitana de Porto Alegre e a Serra Gaúcha.
Ao longo da sua vida na arte, procurou se aprofundar na relação do ser humano consigo mesmo, tanto no contexto social, quanto íntimo/pessoal e a natureza.
A capacidade de nos autoconhecermos, entre sutilezas e expressões, emocionais e físicas, universalmente falando, e a partir daí nos desconstruirmos e reconstruirmos diariamente, sempre foi um tema de seu interesse.
Com isso, desde o início, desenvolveu através da pintura e do desenho, séries de obras que passassem algo neste contexto. Além disso, participou de várias exposições, mostras coletivas e salões de arte, recebendo algumas premiações ao longo do tempo.

Sua primeira série foi a Expressão Emocional/Corporal, em 1999. A segunda foi a série Efêmero, em 2003, que tratava da efemeridade do ser, em constante renovação.
Depois veio a série Alados, 2008, onde as figuras fazem um passeio, alternando densidade, força e precisão anatômica com luzes e suavidade, nos mostrando que a firmeza de atitudes assumidas é absolutamente compatível com a leveza de seres iluminados.
Em 2011, desenvolveu a série entre|momentos, que propõe a captura da passagem entre uma ação e outra. É o breve momento… o intervalo entre um momento e o próximo movimento. É o congelamento de uma ação cotidiana simples que nos impulsiona a sermos nós mesmos no dia a dia. A técnica foi desenvolvida de forma peculiar e autoral, abordando elementos da tinta acrílica, carvão e grafite sobre tela.
Em 2012 foi chamado para criar dois painéis com 8 x 2,2 metros, que ilustram, em acrílico sobre tela, a história, as vitórias, os títulos, os jogadores e os heróis do time de futebol Grêmio Foot-ball Porto Alegrense. Os painéis Alma e Raça e Vitórias e Conquistas estão instalados na nova Arena do Grêmio, um em cada lado do túnel de acesso ao campo, onde os jogadores passam.
Em 2013 trabalhou na série Pés & Livros, com desenhos e pinturas sobre tela e livros antigos. As obras nos mostram que “os pés” e “os livros” podem nos levar a todos os lugares, tanto fisicamente como em nosso imaginário.
Em 2018, lançou a exposição individual da série Metamorfose, iniciada em 2017. Esta série, livre e levemente inspirada na Metamorfose de Kafka, consiste na transmutação do ser, na transcendência da nossa aparência física e moral, reforçando a beleza e a força dos pequenos detalhes, muitas vezes imperceptíveis, que constroem o caráter e a personalidade de cada indivíduo.
A partir de 2019 criou a série Biofilia, onde a Natureza, representada aqui por belas árvores, somos nós, as pessoas! O conceito reflete sobre para sermos plenos, devemos nos religar às outras espécies, coexistindo em harmonia. Pela Biofilia, nos voltamos a nossa própria imagem diante da Natureza, e com nossas mãos, a oferecemos de volta como um gesto de amor e gratidão pela vida, sua conservação e a existência de algo muito maior do que nós mesmos.
As séries Pássaros e Livros e Biodiversidade surgiram em 2019 e 2020, onde procura a representação do surgimento da vida, da Natureza, das múltiplas formas de seres que ela nos oferece e convivem na harmonia de um universo utópico, gerados pela sabedoria e poesia frutificante de velhos e obsoletos livros antigos.
Em 2021/2022 criou a Série Espírito Santo, com quatro obras em tela: Amor, Bondade, caridade e Divindade. Essa série teve dois desdobramentos. O primeiro foi uma série de gravuras com edição limitada em forma de prints, em pequenos formatos que fizeram parte de uma ação social. A segunda foi a criação de um mural de 35 (H) x 7,5 (L) metros na fachada de uma das torres do empreendimento que leva o mesmo nome da série em Santa Maria / RS.
Em 2023 desenvolveu a série Alcance das Mãos, onde explora em sua arte a representação das mãos como uma síntese da expressão e diversidade humana. Elas representam nossas emoções, sentimentos, a capacidade de comunicação, criação e conexão.
“O alcance das nossas mãos está na nossa ação de estendê-las, nos comunicarmos e agirmos através delas...”
Em 2025 lançou a sua mais recente série chamada Elemental Natureza. Essa série permeia, de forma sensível, o diálogo entre a relação pessoal do ser humano consigo mesmo e a sua reconexão com a Natureza. Sua arte intimista, vista aqui pela ótica da própria Natureza, entre sutilezas e expressões, nos abraça e acolhe estimulando os sentidos, onde os elementos e os seres interagem e se reconfortam, integrados e interligados, em um ambiente de sintonia e fluidez, onde as escalas e as cores reais são desconsideradas em total liberdade poética dialogando dentro do espaço, mostrando que onde as pessoas mais se aproximam da natureza, mais elas estão completas e plenas. As obras exploram a pintura à óleo minuciosa que nos remete ao hiper-realismo, onde a poética dos detalhes nos conta sobre momentos de resgate da essência do mundo natural e de nós mesmos, em um balanço de delicadeza, leveza e força.
Juliano vê sua arte transitando sobre a linha tênue entre gráficos contemporâneos e obras de artes clássicas, através das linguagens tradicionais da pintura e do desenho. Procura explorar a forma e a condição humana, a natureza, bem como sua identidade, e a relação entre esses elementos em momentos efêmeros do cotidiano.